Vivemos uma mudança de era: a transformação digital é a transformação do marketing, do mercado, do mundo.

 

A nova economia está provocando mudanças tão profundas e rápidas nas relações comerciais e no comportamento dos consumidores que o marketing e o mundo como pensávamos que conhecíamos estão virando ao acesso.

Mas qual novo modelo é esse? O que há de tão novo assim? O que difere empresas da velha economia das empresas da nova economia? Simples, mas nem um pouco sutil: as primeiras, com antigos modelos de negócios, continuam analógicas baseando suas estratégias no velho marketing – egocêntrico, empírico, unilateral e vertical – enquanto as segundas, disruptivas, crescem totalmente digitais, inovando com o Marketing 4.0 – horizontal, científico, tecnológico, costumer centric, omnichannel e onipresente.

Estudos mostram que o tempo médio de vida das empresas vem decrescendo ano após ano. 50% das maiores empresas do mundo há 30 anos hoje não existem mais. Os dinossauros que se cuidem. Elas desapareceram ou encolheram de tal forma que perderam toda a relevância como a Nokia, Kodak e Blockbuster por exemplo. E como os executivos enfrentam este desafio? Compram estudos, contratam consultorias caras e sofisticadas, desenvolvem equipes multidisciplinares, montam novas metodologias, investem em treinamentos internacionais e por aí vai. Mas a maioria das que desaparecem fizeram tudo isso! Por que não funcionou? A razão é a cultura da organização, uma cultura consolidada em décadas de sucesso num mundo hoje diferente, em um mercado cada vez mais volátil, instável, imprevisível. Uma cultura que continua a privilegiar processos rígidos, focando em corte de gastos e redução de custos, que inibe inovações e a criatividade. Uma cultura que sempre incentivou os processos estáveis como direcionador da empresa e, com isso, consolidou hábitos, moldou comportamentos que impedem o novo de aparecer, de quebrar paradigmas: “Isso não dá para fazer aqui! Não é assim que fazemos as coisas”, diria o desavisado e intimidado gestor. A questão não está nos profissionais, está no mindset da corporação em si. Como disse Nizan Guanaes: “O futuro não é difícil de entender, é difícil de aceitar.”

Então como se manter vivo, firme e forte em meio a transformação digital e ainda tirar vantagens deste novo e assustador cenário? Como fugir das armadilhas pelo caminho e ainda aproveitar as oportunidades? Comece mudando a maneira que você e sua empresa pensa, investe e faz marketing.

Não dependa dos interesses de mercado das gigantes da mídia tecnológica. Não fique a mercê das mudanças de algoritmos e de regras das redes sociais: elas medem sua audiência e até sua relevância, mas não medem convergência de vendas e nem comprovam seu ROI. Muito menos ache que a solução é aumentar seus investimentos para ficar melhor ranqueado do que seus concorrentes nos meios digitais. Aposte em plataformas próprias! Não, você também não precisa ampliar sua “equipe de TI” para desenvolver um projeto do zero dentro de casa e gastar rios de dinheiro com o que não é o seu core: o mercado, principalmente o de startups, está cheio de soluções e ferramentas muito acessíveis e prontas para lhe atender.

A boa ou má notícia  (dependendo da sua disposição para a mudança) é que sem estas ferramentas nenhuma empresa irá sobreviver. Outra notícia – essa sim, boa para todo mundo – é que hoje qualquer empresa pode ter suas próprias plataformas, de grande impacto, baixo custo, exclusivas e customizadas de acordo com as suas estratégias, demandas específicas, realidade de mercado e peculiaridade do seu negócio.

Isso não é tudo, mas já é um grande começo. Ou um recomeço, dependendo da distância que a sua empresa se encontra do olho do furacão digital que está varrendo o mercado e transformando a comunicação, o marketing, os negócios.

 


Cadu Senna

Cadu Senna é Marketer 4.0, Head de Inovações, Fundador e CEO da OQ Digital.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *