Tudo acontece num piscar de olhos.

Logo que acorda você pega o celular, abre sua rede social preferida, rola a tela, se depara com um conteúdo que lhe parece relevante, abre o link, se aprofunda (ou não) na publicação, filtra e absorve (ou não) algumas informações,  curte, comenta, compartilha (ou não), sai e pronto! Quando volta ao feed, ele já não é mais o mesmo de poucos segundos atrás. Não muito diferente do que está acontecendo bem diante dos nossos olhos no marketing digital.

Na tentativa de se manter atualizado, é inevitável profissionais da área se sentirem obsoletos e ultrapassados na busca incessante pelo conhecimento, pelo novo, pelo próximo modelo inovador, pelo que é tendência, pelo o que é aplicável, pelo que não é. Tudo isso parece se mover mais rápido que os nossos olhos conseguem acompanhar. Se piscar, perdeu!. A mundo avança na velocidade do 4G. Já era! O 5G está chegando aí! Nova update disponível… Mas calma lá! Vamos desacelerar um pouco e falar a médio prazo, respirar fundo e focar em quais serão as mudanças iminentes no marketing digital em 2019. Só isso, ok!?

Uma coisa é certa: o marketing digital vai mudar drasticamente ao longo dos meses. Ou melhor: semanas, dias… Não dá pra ser tão preciso! Pelo menos é o que mostra os insigths publicados no New York Times por Neil Patel, web influencer e guru digital de empresas como o Google, eBay, Viacom e outros players que dispensam apresentação. Segundo ele, os custos e a competição vão aumentar (vide o aumento contínuo das receitas vindas de advertising das Tech Giants – leia-se Google, Facebook, Amazon, etc), novas tecnologias terão que ser implementadas por anunciantes para garantir a competitividade e será necessário ainda mais esforço financeiro para se ganhar relevância. Mais esforço? Sim. Neste exato momento – aliás, não dá para ser tão exato assim – a Web World Wide está infestada com mais de 1,8 bilhão de sites. Isso mesmo: 1 site para cada 4 pessoas do planeta!!! Competição pouco é bobagem. É preciso achar um lugar ao sol e ao mesmo tempo correr contra o relógio. Rápido!

Mas até aqui, nenhuma novidade. O que chama atenção não é o que já está aí, é o que está por vir. A primeira grande mudança é no SEO: as pesquisas na web estão sendo feita cada vez mais por voz via assistentes virtuais como a Siri da Apple, a Alexa da Microsoft e o Google Voice Search. Ou seja: como otimizar seu site e obter tráfego para buscas que usam este recursos? Sussurrando as keywords para o seu público-alvo? LIBRAS não vão adiantar! Um grande desafio? Do mesmo tamanho da oportunidade para quem souber tirar proveito da situação. A segunda grande mudança tem relação direta com a primeira: as atualizações dos algoritmos de rankeamento do Google estão cada vez mais frequentes (estima-se que elas foram 12 só em 2018). E estão ficando mais complexas também. E não é só isso: os critérios também estão mudando. Criar links com spam não fará seu site ser banido, mas certamente ele será cada vez mais desvalorizado. Métricas como conteúdo e número de backlinks já não são tão importante quanto o tempo que o usuário fica na sua página ou o aumento das buscas feitas por sua marca ao longo do tempo. Pelo menos neste ponto a resposta pode ser mais simples: não tente agradar o motor do Google. Procure entender melhor seu usuário. E esta mudança leva a outra…

Blogueiros já não serão mais a bola da vez! Calma. Eu explico. Se, até 2018, o blogs e o o inbound marketing bombavam, este e nos próximos anos não vai ser muito bem assim. Como os sites serão ranqueados pelos critérios acima, não serão as keywords ou os backlinks que farão a diferença, mas a importância das informações para quem as está consumindo. Será necessário um esforço maior sim. Não é a quantidade de conteúdo produzido que importa, mas a qualidade e a diversidade, mesmo dentro do seu core – o mundo agora é dos generalistas, em detrimento aos especialistas. Áudio, vídeo e texto convivendo e convertendo juntos. A atualização e a relevância deste mix content é o que vai despertar interesse e prender a atenção do usuário por mais tempo. Ou seja: conteúdo bom vai continuar rei, mas conteúdo por conteúdo vai perder a majestade.

E as mudanças continuam. Com os Custos de Aquisição de Clientes crescentes e desafiando os budgets do CMOs, técnicas de growth hacking se tornam urgentes. Algumas delas já estão presente plataformas que utilizam o gamification associado a recursos de member get member para bonificar clientes que geram tráfego e converterem novos clientes e estratégias de engajamento que provoquem recorrência e garantam o retorno do consumidor como os Digital Loyalty Programs.

Não importa o setor de atuação e o modelo de negócios da empresa! Soluções tecnológicas integradas a softwares de CRM e ERP, de monitoramento de Redes Sociais e a Clubes de Vantagens começam a aparecer no mercado para facilitar a vida dos profissionais da área de vendas e comunicação. Vale a pena ficar de olho nelas em 2019!

Por enquanto é só, pessoal. Se for só isso que mudar até o fim do ano, é claro!

Fernanda Tavares

Jornalista, Digital Marketer, Entrepenuer 4.0., CMO e co-founder da OQ Digital

 


1 comentário

Henrique Masca · 21 de janeiro de 2019 às 18:31

Parabéns pelo artigo!!!
Sensacional!!!
Temos que nos re-inventar a cada dia pra acompanhar…

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