Não preciso nem dizer que no ano passado o marketing passou pela maior transformação desde a adoção em massa da internet. E ficaram as lições: o modelo de apostar em mídia com objetivo apenas de alcançar uma grande audiência/número de impressões e não se preocupar com o retorno do investimento ficou definitivamente no passado!

Na queda de braço pela atenção do consumidor, as modernas e altamente customizáveis plataformas de marketing estão dando um banho nos gigantes midiáticos em termos de adaptabilidade, agilidade e custo x benefício. O placar do ROI e as KPIs deixam cada vez mais evidente que é o momento das empresas adotarem rápido estes novos canais e inovarem nos seus processos de vendas.

Agora, com a era do Marketing Digital baseada em costumer-centric e orientada via data-driven, o sucesso de vendas de qualquer produto ou serviço está diretamente relacionado a experiência do cliente (lado humano) e em soluções integradas (lado tecnológico). Neste cenário, todas as relações – inclusive as comerciais – estão irreversivelmente fundamentadas em conexões em rede, numa enorme teia social, tecnológica e global.

Cada ser humano munido de um celular conectado a internet é uma mídia. Uma mídia que usa sua rede de contados para influenciar e gerar resultados comerciais surpreendentes. Os influenciadores digitais estão ai para comprovar. Não só as celebridades do Instagram ou Youtube: estou falando daquelas pessoas que te mandam mensagem de aplicativo, que te marcam em posts, que possui poucos mais bons e fiés seguidores. Eles são o que chamamos aqui na OQ Digital de Real Influencers. E por um bom motivo: estes “novos canais de divulgação e aquisição” conseguem converter vendas em velocidade e custos impressionantes, justamente pela confiança que inspiram em pessoas que eles conhecem pessoalmente – e não só virtualmente.

De acordo com uma pesquisa realizada pela revista americana Entrepreneur, a maioria (92%) dos consumidores confia mais em recomendações de produtos feitas por indivíduos do que por marcas. O mesmo estudo aponta que, atualmente, 74% dos consumidores usam redes sociais – habitat dos influenciadores – em suas decisões de compra. Um levantamento feito pelo LinkedIn aponta que profissionais que usam as redes sociais têm 51% mais chance de baterem suas metas que aqueles que não usam estes meios para vender. Estes mesmos vendedores têm um desempenho até 78% melhor que seus colegas desconectados. Além da saberem usar os meios digitais a seu favor e promover conteúdos como ninguém, eles têm outro ponto em comum: gostam de um desafio, querem usar e provar sua influência para ganhar reconhecimento e status nas redes. São digital players e social sellers nativos.

Pense então em um modelo que, ao invés de poucos falando para muitos, muitos falando para todos! Algo disruptivo começa a acontecer… A lógica se inverte: o efeito multiplicador cria um viral-referral-loop de aquisição e conversão. No lugar de celebridades digitais, os nano influencers, pessoas normais, iguais a qualquer outro usuário de internet e de redes sociais, mas com um diferencial único: a capacidade de influenciar de forma direta a opinião e a decisão de compra de amigos, amigos dos amigos, familiares, vizinhos e demais conhecidos, com credibilidade e efetividade. Cada um de nós hoje tem o grande poder de criar um efeito positivo em rede!

Cada brasileiro tem em média 854 contados nos meios digitais. Ou seja: qualquer mensagem multiplicada por este número tem um alcance nada desprezível. Vende mais? Proporcionalmente, as taxas de geração de leads, de conversão de vendas e aquisição de novos clientes são muito mais altas: segundo pesquisa Nielsen, 92% das pessoas impactadas por mensagens postadas por conhecidos sentem mais confiança neste tipo de recomendação.

 Quer realmente inovar, gerar resultado e oferecer uma experiência única de compra e venda? Dê estes passos/saltos à frente:

1 – Use uma plataforma própria para criar uma comunidade ativa e explorar todo o poder de convencimento dos pequenos influenciadores;

2 – Motive estes self media channels a participarem ativamente das suas estratégias de marketing estabelecendo metas claras e prêmios dentro de um digital game;

3 – Lance desafios e reconheça todos eles de acordo com o nível de engajamento e retorno que cada um gerar para seu negócio;

4 – Converta e provoque recorrência oferecendo experiências digitais únicas e um relacionamento sólido de médio e longo prazo.

E claro, cuide muito bem deles: monitore, cative, envolva, conheça e, acima de tudo, reconheça estes players! Hoje são eles que ditam as regras deste jogo. Se bem jogado, todos vendem, todos vencem.

 


Cadu Senna

Cadu Senna é Marketer 4.0, Head de Inovações, Fundador e CEO da OQ Digital.

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