Gamification: um modelo disruptivo de marketing onde empresas e pessoas ganham juntas.

A indústria dos jogos digitais é um dos setores que mais cresce na nova economia, gerando bilhões de dólares em receita e criando novos grandes players a cada ano. Segundo uma pesquisa realizada pela Superdata Research, o mercado de games faturou US$ 99,6 bilhões durante todo o ano de 2016 ao redor do mundo, U$ 16 bilhões acima da soma alcançada pelo cinema e pela música: mais do que as indústrias cinematográfica e a fonográfica juntas!

Mas engana-se quem imagina que esta fábrica de dinheiro se limita apenas a videogames com intuito único de entreter centenas de milhões de aficionados em todos os continentes. Seus fundamentos básicos como lançar desafios, estimular a competição, estabelecer metas, definir fases, ganhar status e oferecer recompensas aos jogadores são perfeitamente aplicáveis em algo muito mais pragmático e lucrativo: o mundo dos negócios. Qualquer negócio! Conquistar, satisfazer e fidelizar clientes é a meta, é o desafio, é tudo! De olho nessa tendência e nas mudanças que ocorrem no comportamento dos consumidores, soluções inovadoras chegam para as empresas com foco na conversão de vendas, na retenção de consumidores e na aquisição de novos clientes por meio do gamification.

O player é quem dita as regras do game.

Para se vender um produto ou serviço em tempos de transformação digital, muitas empresas já buscam alternativas de baixo custo e alta performance, que oferecem KPIs e OKRs mensuráveis para garantir o tão desejado ROI na nova era da tecnologia de consumo. No livro The Digital Vortex. How Digital Disruption Is Redefining Industries Joseph Bradley, Jeff Loucks, James Macaulay, Andy Noronha e Michael Wade dissertam detalhada e realisticamente sobre o redemoinho que está engolindo diversos setores e transformando modelos de negócios em todo o planeta. Este cenário inédito e desafiador exige das empresas a capacidade de inovar constantemente, alinhando suas equipes e suas skills para não só sobreviver às redefinições do mercado mas também para tirar proveito desta nova realidade.

Já que quem sobrevive é quem melhor e mais rápido se adapta, como dizia Darwin, vamos adaptar-nos aos novos tempos e imaginar os próprios consumidores como representantes diretos da empresa, advogados, defensores da marca e vendedores dos seus produtos e serviços nos meios digitais. Mantê-los motivados, focados e engajados é um grande desafio. O reward by engagement é o segredo (não diga que eu contei). Enquanto muitos falam do costumer centric, poucos já se beneficiam desta lógica aplicada ao marketing e combinada às técnicas do gamification, que não só melhora a experiência do cliente como pode ajudar no aumento de cliques em páginas de e-commerce em até 600%, segundo a Gartner. O mesmo estudo aponta que o uso desta estratégia na empresa aumenta em média 43% a produtividade dos colaboradores e 23% é o crescimento médio da receita das empresas que engajam consumidores lançando desafios e bonificando os mesmos de acordo com sua performance.

A explicação é muito simples: assim como toda empresa precisa vender, ninguém entra em um jogo para perder. O gamification aplicado a estratégias de marketing coloca o consumidor no centro – no centro do tabuleiro que é o mercado de hoje.

Gaminfluencer: conversão de modelos = conversão de vendas.

Agora pense todo este poder de engajamento e motivação do gamification aliado a capacidade de persuasão e conversão de vendas do social selling e do influencer marketing. Surge o gaminfluencer, um modelo híbrido e disruptivo que veio para mudar, de forma definitiva, como nos relacionamos, nos informamos, influenciamos e nos deixamos influenciar, engajamos, fidelizamos, vendemos e compramos, jogamos e ganhamos usando os meios digitais. O buzz em rede passa a ser mensurável e quem os cria passa a ser recompensado de acordo com sua performance. Lembra do segredo que contei antes? Reward by engagement, só que em uma via de mão dupla – empresas e pessoas ganhando juntas e gerando resultados e valor para ambos os lados. Estas são os princípios que norteiam o modelo da Plataforma OQ, um Omnichannel de marketing digital que envolve diretamente colaboradores e consumidores nas estratégias da marca. Focada em resultados, a solução acelera o ciclo de vendas, corta custos de aquisição, converte e fideliza clientes, provoca recorrência e resolve problemas específicos das equipes de marketing e vendas. E, consequente, melhora o aproveitamento do budget do marketing.

Com a tecnologia presente em todos os estágios da jornada de quem compra e de quem vende, não dá mais para separar o mundo real do virtual. O mercado on e off line é o verdadeiro Game of Trones, não tem lugar para todos no podium: vence quem se antecipa às tendências e chega ao match point antes dos adversários. E para aquelas empresas que ainda estão de fora da transformação digital? Mudem rápido ou game over!

Cadu Senna  – CEO e co-founder da OQ Digital.

 


Cadu Senna

Cadu Senna é Marketer 4.0, Head de Inovações, Fundador e CEO da OQ Digital.

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